Uma Notinha Sobre a Experiência no Restaurante Nobu

Ouço o Edu falar sobre o restaurante Nobu desde a primeira vez em que fomos juntos a um restaurante de culinária japonesa.

Até aquele momento o restaurante Kinka Sushi (http://www.sushikinka.com.br/sitekinka/unidade2.html), localizado na Av. Divino Salvador, 61, no bairro de Moema, em São Paulo, era o meu preferido. Ainda hoje eu gosto dele, mas a verdade é que conheci outros melhores depois, e a relação custo-benefício dele, que era ótima, deixou de ser… Os preços subiram muito!

Naquele dia o Edu ficou impressionado com minha capacidade de comer uma quantidade realmente substanciosa de salmão cru… Acho que ele nunca tinha me visto comer tanto, qualquer coisa que fosse, até então.

É verdade que meu entusiasmo me causou sérios problemas… Subitamente senti meu estômago revolto… Era como se todo aquele cardume quisesse fugir rapidamente pela saída mais fácil… Tive de deixar o Edu na mesa me esperando e entrar às pressas no banheiro mais próximo, onde permaneci por um longo tempo, até que aqueles peixes adquirissem sua liberdade esgoto abaixo…

O Edu, ansioso, ficou desesperado, e quase solicitou a alguma pessoa que entrasse no banheiro para ver se eu estava bem. Foi bastante constrangedor. Mas sobrevivemos.

Vendo minha preferência por comida japonesa, ele me contou que havia conhecido o famoso Restaurante Nobu em Tókio, no Japão. A mesma referência que fez em seu post sobre o nosso segundo dia em Cape Town (https://tripsa2010.wordpress.com/2010/10/24/segundo-dia-em-cape-town-victoria-alfred-waterfront-20101022/).

Fiquei impressionada. Na verdade ele contou isso justamente para me impressionar. E conseguiu. Facilmente. (Aliás, já o alertei sobre essa mania que ele tem de impressionar intencionalmente as pessoas que o cercam. Em outras palavras eu disse que ele é meio exibido…).

Desde então, muitos restaurantes japoneses vieram. O Mori Sushi, apresentado a nós pela Ana Ralston (http://www.morisushi.com.br/), o Matsuya da Rua Colônia da Glória (http://www.matsuya.com.br/unidades-/aclimacao.html), o Hiro Sushi, dentro do supermercado Hirota da Av. Nazaré (http://www.hirota.com.br/hirorest/hiro.html), o Edomae Sushi Bar, em Bauru, onde costumo frequentar quando estou a trabalho no município (http://www.guiamais.com.br/local/edomae+sushi+bar-restaurantes-bauru-sp-17971367), dentre tantos outros. O Edomae é o único no qual o Edu não foi comigo, pois sempre estive lá a trabalho.

Com exceção do Mori Sushi que é mais caro, e do Edomae, que tem o preço um pouco acima dos outros, sempre tenho uma preocupação com a relação custo benefício desses restaurantes. Entretanto, eu sabia que se um dia tivesse a honra de conhecer o famoso Nobu (se o leitor compreensivelmente já se esqueceu, é sobre ele que pretendo falar neste post, como sugere o título), não daria para me preocupar muito com o preço. Quando o Edu foi ao Nobu em Tókio, a conta foi gentilmente paga pelo Vincent Quah, da Microsoft, como parte da programação da reunião do PIL APAC Advisory Board (Conselho Consultivo da Região Ásia-Pacífico do Programa Parceiros na Aprendizagem). A Microsoft costuma ser muito generosa com os membros de seus Advisory Boards. Portanto, considerando a excelente qualidade, o Edu sabia que o investimento nesse jantar havia sido à altura de uma empresa como a Microsoft.

Voltando a Cape Town, quando descobrimos que havia uma unidade do restaurante Nobu aqui, decidimos imediatamente que jantaríamos nele. Não podíamos perder a oportunidade. Era um gosto que queríamos nos proporcionar.

O problema é que no dia que decidimos ir, não havíamos nos preparado específicamente para isso. Saímos do hotel cedo, com roupas e sapatos confortáveis, com alguns Rands no bolso (Rand é como se chama a moeda sulafricana, que vale aproximadamente um quarto de Real. Rand é também o sobrenome da escritora preferida do Edu, Ayn Rand – mas isso é apenas uma curiosidade), e apenas um cartão de crédito (que por sinal já nos “deixou na mão” – perdoem a expressão meio chula – algumas vezes, mas ao qual resolvemos dar uma espécie de voto de confiança…).

Após gastar boa parte dos nossos Rands com algumas comprinhas (que se traduziam em sacolinhas de tamanhos e cores diferentes), e com cara de cansados, meio perdidos ainda no fuso horário, usando tênis, calça jeans, e qualquer camisa, chegamos ao imponente lobby do One & Only Hotel, onde fica o restaurante. Pelo nome dá para imaginar a imponência dele…

Vestidos com simplicidade, cheios de sacolinhas, com poucos Rands no bolso, e apenas um cartão de crédito, resolvemos pedir o cardápio, antes sequer de decidir se poderíamos entrar, ou se retornaríamos outro dia, mais preparados. Aquele ato de analisar o cardápio e tirar algumas dúvidas sobre o tipo de serviço (se festival ou a la carte) e valores (se individuais ou para duas pessoas), acabaram por levar os funcionários do restaurante a criar uma imagem, talvez, digamos, não muito positiva, de nós.

Estando ali, de pé, diante daquele restaurante suntuoso, decidimos arriscar o cartão de crédito, pois os Rands realmente não seriam suficientes. Sentamos e fizemos os pedidos, descritos pelo Edu no post já mencionado.

Quando o garçon perguntou qual seria a bebida do Edu, ele rapidamente disse que queria uma cerveja. O garçon ofereceu uma que eu não me lembro, mas o Edu perguntou quais seriam as opções. Ele então respondeu, mencionando três opções, sendo, a última, a famosa e (como disse o Edu em seu post) caríssima Kirin. Nesse momento aconteceu uma situação engraçada que merece um post inteiro para ser registrada. O garçon se afastou da mesa, buscou um cardápio, e trouxe ao Edu, mostrando que a cerveja Kirin era muito mais cara que as outras duas. Quase setenta por cento mais cara. Na verdade o equivalente a cento e trinta e cinco Rands (aproximadamente trinta e três Reais). Então o garçon perguntou para o Edu se ele realmente preferiria aquela cerveja.

A parte mais engraçada veio a seguir. Espantado com o valor da cerveja, com dor no coração (mais precisamente no bolso), mas, ferido em seu orgulho, o Edu encheu a boca para dizer um sono SIM!. Quase pediu duas, para se sentir mais seguro…

Comemos muito bem! Felizmente o cartão passou direitinho… Senão o constrangimento de o Edu ficar lá parado enquanto eu corria até o nosso hotel de taxi para buscar mais dinheiro, ou outro cartão, não seria superado, nem com muita terapia da Dra. Giselle Camara Groeninga… Alegre

Paloma

Em Cape Town, 24 de Outubro de 2010

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Sobre Paloma Chaves

Doutoranda em Educação pela USP, Mestre em Educação: Currículo pela PUC-SP, Pedagoga, Professora do curso de Licenciatura no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP – Campus Capivari), Google Innovator, certificada no programa Google Teacher Academy (GTA-SP), consultora especialista no uso pedagógico da tecnologia e em avaliação de competências. Reside em Salto - SP e é casada com Eduardo Chaves.
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